Como iniciar minha carreira em TI

Preparamos uma série de dicas para você que está iniciando sua carreira em tecnologia. Uma área bem grande, que apesar de explorada existem muitas vagas de emprego para serem completas aqui no Brasil.

Muitas vezes você se pergunta: como começar em TI? Qual especialidade é a melhor? Qual paga mais? Desenvolvimento? Qual linguagem: JAVA? .NET? Infra-estrutura? De que? Redes? Servidores? As certificações realmente diferenciam os profissionais? Como está o mercado brasileiro? E o mercado mundial? E seguem-se mais e mais perguntas sobre qual é o melhor caminho a seguir. Isso quando você não se depara com as mesmas perguntas durante o curso de sua carreira.

Como deve ser o inicio de um jovem na área de TI? Muitos falam que o indivíduo precisa de cursos, faculdade, uma excelente lógica, diploma, graduação, certificação de tudo que é possível e ainda exigem experiência. Mas caímos em um problema que não é exclusivo da área de TI, as empresas querem apenas profissionais já prontos, maduros. Querem profissionais que já estejam habituados com a pressão e que produzam desde o momento em que pisam na empresa. Sabemos que isso é impossível, até mesmo para o profissional mais qualificado. Acabamos em um labirinto sem saída, as empresas querem um profissional pronto, já moldado e preparado para a pressão que virá, mas dificilmente irão conseguir encontrar um jovem com esses requisitos.

5 habilidades essenciais para iniciar a carreira em TI

Saiba trabalhar em equipe – É recomendável ter a vontade de trabalhar com outras pessoas e saber que esta ação pode criar uma equipe de sucesso. O profissional deve sempre possuir a intenção de agregar valor ao setor onde ele atua. “Parece simples, mas o mundo é muito competitivo. Nem todos os profissionais têm estas características. É similar ao que acontece em time de futebol onde todos se esforçam ao máximo para a equipe ser a vencedora”, diz Eduardo Pellegrina, diretor de recursos humanos da Itautec.

Estude mais – Ainda de acordo com Pellegrina, a área de TI possui uma crise educacional. “Estude muito, seja esforçado e faça o máximo para se destacar na área. As empresas querem contratar profissionais que atualizam os seus conhecimentos constantemente”, diz. O diretor de RH afirma que praticamente todas as pessoas que se formam em TI são contratadas pelas companhias, mas o mercado somente retém aqueles que possuem boa qualificação, como ampla sabedoria de diversos assuntos, habilidade para trabalhar em equipe e conhecimento atualizado.

Seja autodidata – O profissional que deseja trabalhar com TI não pode somente depender de cursos para reciclar o conhecimento na área. As tecnologias surgem a todo o momento e o profissional ficará em desvantagem se recorrer somente aos extensos métodos de ensino. Isso não quer dizer que o treinamento seja dispensável, mas o profissional precisa conhecer mais rapidamente as novidades do mercado, as alterações das linguagens de programação e os lançamentos de produtos”, diz Marcelo Abrileri, que atua há mais de 18 com RH, é sócio fundador e CEO do site de empregos Curriculum.com.br e da Talenti, empresa de recrutamento, seleção e de headhunting de profissionais de TI. O CEO lembra que os livros são indispensáveis e que não é somente na internet que a pessoa pode achar um conteúdo que complemente os estudos.

Conheça outros idiomas – “Falar um segundo idioma é sempre bom. O mundo é global e as empresas possuem clientes em vários países. Além disso, a maioria do material de estudo não está em português”, comenta o diretor da Itautec. Já Abrileri diz que “o Brasil não é vanguarda em tecnologia e por este motivo recomendo que o profissional fale outros idiomas, especialmente o inglês. Com isso, a pessoa poderá procurar diversas fontes de notícias internacionais de TI”.

Seja curioso – O interessado em iniciar a carreira em TI precisa manter ativa a “curiosidade infantil”. Segundo Pellegrina, é ela que vai levar o profissional a atualizar os seus conhecimentos. “Quem lida com TI deve conhecer o há de novo na área. O iniciante precisa gostar de aprender e possuir a curiosidade pelas coisas para poder acompanhar a avalanche de atualizações”, diz.

3 razões pela qual você deve trabalhar com TI

Razão 1: A TI está mudando a história
Quem está sentado hoje no departamento de TI das empresas tem a possibilidade de, mesmo sem saber, escrever a história do futuro da companhia, uma vez que a tecnologia é hoje o grande motor de mudanças. “Seus colegas dependem de que você mostre para eles o que o futuro trará”, afirma Willmott, que acrescenta: “É legal ser o primeiro a saber de algo, não?”

Razão 2: A TI está em todo lugar
Os profissionais de TI, muitas vezes, esquecem que a tecnologia da informação vai além de servidores, linguagem de programação, armazenamento de dados, entre outros. “Ela está em todo lugar: nos escritórios das imobiliárias, nas livrarias das escolas, nos estádios e nos santuários de tartarugas nas ilhas do Caribe”, cita. O jornalista considera que isso permite ao profissional de TI utilizar seus conhecimentos para qualquer tipo de empresa e em qualquer local – só dependendo do domínio da língua estrangeira. “As companhias precisam ser mais eficientes e estarem conectadas. E isso é o que a tecnologia oferece”, complementa.

Razão 3: A TI gera dinheiro

Nos últimos anos, as grandes empresas acordaram para o fato de que o principal responsável pela TI na organização, também chamado de CIO, é um executivo fundamental para trazer resultados para os negócios. E o jornalista lembra que isso não ocorreu por acaso, mas pelo fato de que os projetos de tecnologia têm trazido, de forma efetiva, dinheiro para as corporações, seja por meio do aumento da receita ou da redução de custos.

Fonte: Oficina da Net

O que o Brasil perde por não investir melhor na formação de profissionais de TI

O mercado de TI poderia estar melhor, sem dúvida. O que nos deixam tristes é que não é por falta de oportunidade de bons negócios dando sopa por aí nos mercados mundiais. A globalização escancarou as portas para o Brasil mostrar seu valor, mas qual a surpresa do mercado externo ao constatar que não damos conta do serviço…

Segundo estudo da Softex (entitulado “Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva” com base no período de 2003 a 2010), o Brasil perde oportunidades no mercado de TI no valor de R$ 115 bilhões em receitas até 2020, graças ao déficit de profissionais de TI, que deverá atingir até lá a incrível marca de 280 mil pessoas.

O setor de TI empregou gente nesse período a uma taxa média de crescimento de 10% ao ano, porém, inovou-se menos com o passar do tempo aqui no Brasil (por que não estou surpreso???)…

Veja mais detalhes do estudo abaixo, com comentários meus em destaque:

INOVAÇÃO EM QUEDA

Considerando o período 2006 a 2008, a taxa de inovação foi de 48,2%, uma queda de 9,4 pontos percentuais (p.p.) em relação à verificada no período anterior (2003 a 2005).

“A queda na taxa de inovação ocorre em conjuntos de empresas de diferentes portes, sendo sobretudo elevada naquele constituído por companhias com 500 ou mais pessoas ocupadas”, afirma Virgínia Duarte, gerente do Observatório Softex.

Mesmo assim, é nesta faixa de porte que se verificam as maiores taxas de inovação em produto e processo, explica ela, acrescentando que em 2008 as empresas investiram R$ 1,6 bilhão em inovação, o que correspondeu a 3,1% do total da receita líquida da IBSS no ano em questão.

“Esse percentual é inferior ao observado em 2005, que foi de 5,2%”, complementa Virgínia.

SUL E SUDESTE LIDERAM
Em termos regionais, o estudo aponta concentração da IBSS em seis estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com 86,7% das empresas da área.

Destas companhias, mais da metade tem sede em São Paulo e, de 2007 a 2008, o número de empresas localizadas neste estado cresceu 13,1%, percentual acima da média verificada para o conjunto das demais unidades federativas (11,7%).

INCENTIVOS
Ainda conforme a pesquisa, diferentes programas de governo beneficiaram 15,4% das empresas da IBSS que realizaram inovações no período 2006 a 2008.

Entretanto, a opção “outros programas de apoio”, que inclui concessão de bolsas pelas fundações de amparo à pesquisa e aporte de capital de risco, continua sendo a mais indicada pelas empresas, avalia a Softex.

ALÉM DA IBSS – indústria brasileira de software e serviços
Para análise, a pesquisa define outras siglas, além da IBSS.

São elas: NIBSS (atividades de software e serviços de TI realizadas fora da IBSS), PROFSSs (profissionais assalariados exercendo ocupações mais diretamente relacionadas com software e serviços de TI) e VRProfss (indicador que estima atividades de software e serviços realizadas por PROFSSs empregados na NIBSS e que poderiam gerar receita para a IBSS, caso fossem terceirizadas).

Assim, o estudo demonstra que a NIBSS é responsável por parte significativa dos empregos do setor, sendo que em 2010 foram 364.249 PROFSSs empregados na NIBSS, número 2,3 vezes maior do que os 156.418 profissionais na IBSS no mesmo ano. TI cada vez mais presente em todos os tipos de nichos de mercado.

De 2003 a 2010, a taxa média anual de crescimento do número de PROFSSs na NIBSS foi de 5,1% ano/ano.

No mesmo período, o crescimento anual manteve-se próximo ao verificado para o total de vínculos empregatícios na NIBSS (5,8%), mas foi bem inferior ao observado para o número de profissionais empregados na IBSS (13,3%).
Na NIBSS, os profissionais concentram-se, sobretudo, nas empresas de grande porte, com 100 ou mais vínculos empregatícios. Empresas que tem a Tecnologia da Informação como negócio apresentam muito mais oportunidades de crescimento do quadro de pessoal.

EM CASA
Outro dado da pesquisa é que, até o final de 2012, R$ 43,7 bilhões da área de software e serviços de TI deverão vir de atividades realizadas in house. Menos terceirização ?

CAPACITAÇÃO
Em 2008, 6,1% do total de ingressantes em cursos de graduação do país entraram em áreas da TI, como Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Processamento da Informação.

“Estimamos que cerca de 35 mil alunos concluirão cursos de graduação em áreas essenciais para o setor em 2012, sendo que mais da metade destes serão formados em instituições de ensino localizadas na região Sudeste”, detalha a gerente do Observatório Softex.

Além disso, os cursos técnicos profissionalizantes de nível médio registraram em 2010 um total de 140 mil estudantes matriculados em áreas relacionadas a software e serviços de TI, no eixo informação e comunicação.

A pesquisa estima que, em 2012, 30 mil estudantes irão completar esses cursos, sendo que mais da metade em instituições de ensino localizadas na Região Sudeste. Concentração de profissionais na região expõe a desigualdade social.

PÓS
Já o número de concluintes de cursos de mestrado, doutorado e mestrado profissionalizante na área de Ciência da Computação cresceu de modo significativo de 1996 a 2009: foram mais de 10 mil pós-graduados no período. Tem como estacionar nos estudos trabalhando com TI???

SALÁRIOS
Ainda conforme o estudo, a faixa salarial de dois a cinco salários mínimos é divisor de águas na carreira do profissional de TI.

“Nesta faixa de remuneração se tem o maior percentual de profissionais que mudam de faixa salarial, subindo ou descendo. Para cada profissional que sai do mercado nesta faixa salarial, mais de quatro são contratados”, afirma o estudo. Profissionais que se encontram nessa faixa salarial tem melhores condições de recolocação, seja interna ou externamente, voltando ao mercado.

ENTRADAS E SAÍDAS
Considerando média para o período 2004 a 2009, na IBSS, para cada PROFSS que sai do mercado formal de trabalho, 2,1 são admitidos. Índice positivo, embora pudesse ser muito melhor, com melhor acesso à uma boa educação…

Já na NIBSS, para cada um que sai, 1,3 é admitido.

MOBILIDADE GEOGRÁFICA
Neste quesito, o estudo considerou a movimentação de PROFSSs em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal, no período 2004 a 2009.

Na média, neste intervalo 80,9% dos profissionais mantiveram-se no mesmo estado de um ano para o outro. Não seria exagero considerar que parte dessa estabilidade geográfica não seria devido à facilidade de trabalhar remotamente…

Como podemos ver, há notícias bastante positivas apesar dos velhos problemas que enfrentamos enquanto países em desenvolvimento, que costumam gastar tempo, energia e dinheiro discutindo corrupção e cassação de mandato.

Há esperança sim, e a Tecnologia, quem diria, e até nisso ajuda, através de suas câmeras discretas, quase que microscópicas, surgindo como mais uma ferramenta poderosa contra a safadeza de políticos, podendo ser grande aliada do povo para varrer cada vez mais para fora tanta falta de moralidade e caráter, para dizer o mínimo, de grande parte de nossos governantes.

Enquanto isso, que continuemos fazendo nossa parte como profissionais, e que não esqueçamos, graças à memória da internet, aqueles dos quais não devemos mais confiar nossos votos.

Os destaques desse estudo foram extraídos do site Baguete.

Fonte: Carreira de TI

Profissional de TI utiliza tempo livre para descansar e estudar

As mulheres da área consomem mais cultura do que os homens

Com a rotina de trabalho voltada para números, programação de códigos e solução de problemas, o profissional de TI vive um dia a dia estressante. Por isso, o descanso é uma das atividades preferidas dos trabalhadores da área. Em pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha a pedido do Sindicato de Trabalhadores de TI (Sindpd), 93% das pessoas afirmaram que gostam de descansar quando não estão trabalhando. Ir ao shopping aparece em segundo lugar com 79% da preferência.

Os entrevistados podiam escolher entre 10 opções de atividades que exercem no tempo livre, como ir à estádio de futebol e à igreja. Mais de uma alternativa poderia ser assinalada. Outra preferência em destaque foi o estudo. Como a profissão exige alta qualificação, 79% utilizam o tempo livre também para aumentarem seus conhecimentos. Entre jovens de 18 a 25 anos, o índice sobe para 81%.

Segundo o presidente do Sindpd, Antonio Neto, a redução da jornada de trabalho, em vigor deste janeiro de 2011, contribui para que o trabalhador tenha uma rotina menos cansativa. “Já sabendo do cotidiano estressante do trabalhador de TI, lutamos para reduzir a jornada da categoria em 40 horas semanais. O profissional pode agora ficar mais em casa, descansando ou com a família. Além de ter mais tempo para estudar, já que a profissão exige que ele se mantenha sempre atualizado”, afirmou.
A pesquisa aponta ainda que as mulheres da categoria consomem mais cultura que os homens. 79% delas vão ao cinema regularmente e 73% afirmam ter o hábito de ler livros não didáticos. Enquanto entre eles, esses números caem para 72% e 58% respectivamente.

Foram entrevistados profissionais da capital e do interior do estado de São Paulo, com renda, idade e escolaridade variadas.

Fonte: Sindpd

Em alta, ‘cientista de dados’ é profissão de futuro

Mais do que conhecimento em estatística, matemática e TI, profissional reúne a habilidade de encontrar uma agulha no palheiro

Uma adolescente vai ao supermercado e, ao passar no caixa, recebe um folheto informativo sobre gravidez. Ela ainda não sabe, mas, a partir da listagem de produtos comprados, foi identificada a probabilidade de gestação, confirmada semanas depois. Como chegaram ao resultado? Por meio do somatório de tecnologia, análise e, claro, o trabalho de um… cientista de dados.

Nos últimos meses, a carreira despontou como uma das mais promissoras em tecnologia da informação, especialmente com a explosão do Big Data, termo usado para descrever a grande quantidade de dados que precisa ser analisada para apoiar as tomadas de decisão. Já é considerada por analistas do mercado a profissão do futuro. A previsão de dobrar o volume de dados a cada dois anos e o salto de Hadoop [projetado para uso intensivo de dados] tem impulsionado a importância desse talento.

“Em meio a uma montanha de dados, o cientista de dados deve localizar padrões e identificar insights, fornecendo subsídios para que empresas identifiquem o melhor caminho para conduzir os negócios e conquistar diferencial competitivo”, explica Pedro Desouza, cientista de dados da EMC, que há 20 anos trabalha no segmento.

É como encontrar uma agulha no palheiro. “Cientista de dados é aquele que, normalmente, tem formação em Ciência da Computação, Matemática e Estatística com conhecimentos profundos nessas áreas. Mais do que isso, ele entende de negócios”, descreve Desouza. É ainda alguém curioso, que gosta de resolver problemas e não tem medo de errar e se comunicar.

Explicar a aplicação dos resultados matemáticos na linguagem dos negócios é vital nessa profissão. “Existem pessoas altamente técnicas que falham em não se preocupar com esse ponto. Aquele que adota essa postura, rapidamente, vai parar no terceiro subsolo do prédio”, brinca. Saber extrair informação de um banco de dados também faz parte da lista de um bom profissional da área.

Cientista de dados é diferente de um estatístico. “Um estatístico não manipula dados. Ele os recebe em um arquivo e não participa do caminho anterior. O cientista tem conhecimento fim a fim, desde a fonte até o produto final”, esclarece.

De fato, prossegue o executivo, encontrar um profissional que reúna características tão particulares não é tarefa fácil. “Levando em conta que a demanda por cientistas de dados é latente e cresce, esse sujeito começa a ficar raro”, assinala. Não por acaso, seu salário gira em torno de seis dígitos nos Estados Unidos.

Esse quadro tem levado a uma inflação do mercado, observa. “A busca é tão alta que pessoas que trabalham em campos relacionados inserem em seus currículos palavras-chave como ‘Hadoop’, ‘Big Data’, para atrair a atenção das empresas, mesmo sem o conhecimento necessário”, explica.

Desouza enfrenta esse desafio na hora de contratar. “Para driblar, busco sólido embasamento estatístico e matemático, experiência em desenvolvimento Java, algoritmos estatísticos e PhDs.” Ele diz que uma das estratégias que tem adotado é localizar esses profissionais em conferências técnicas de alto nível. “Contratei dois dessa forma.”

Para companhias que querem fisgar esse especialista, ele recomenda a ajuda de uma consultoria. Isso porque, segundo ele, é preciso, em primeiro lugar, desenvolver uma cultura analítica. “Além disso, ainda há dúvidas sobre para quem o cientista de dados vai se reportar: para o CEO? Ele estará posicionado na estrutura de negócios ou TI?”, questiona.

Além da sala de aula

Desouza reuniu as competências necessárias ao longo do tempo por meio do acúmulo de experiência. “O volume de conhecimento é crítico e o grande desafio da profissão. Não se aprende com um único curso”, observa. O executivo, por exemplo, formou-se em 1985 no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e partiu para o mestrado em seguida, também no ITA, e doutorado na Carnegie Mellon University (CMU), em Pittsburgh, nos Estados Unidos, país que mora até hoje.

O tema de sua especialização foi o primeiro passo para que ingressasse na área. “Optei por abordar a otimização de problemas de grande porte. A complexidade me chamou a atenção”, diz. “Esse desafio passou a ter valor de negócios, abrindo oportunidades no mundo corporativo”, completa.

Atuou na IBM, BusinessObjects, Qualcomm e lidera, desde o início de 2011, na área de consultoria da EMC, uma equipe de 15 PhDs, que têm formação em matemática e estatística com conhecimento de indústrias. “Temos contratos com grandes clientes, especialmente em setores como varejo, finanças, companhias aéreas, internet e energia que querem tirar conhecimento de ‘caixas’ para reduzir custos e serem mais efetivos em suas estratégias”, aponta.

Estar em linha com o que há de novo na literatura fez a diferença em sua trajetória. “Muitos departamentos de pesquisa realizam estudos na área. É preciso ver o que é publicado nos jornais científicos, misturar com os requerimentos do cliente e adaptar os algoritmos para atender às necessidades”, afirma.

E como funciona o dia a dia do cientista de dados? Na área de consultoria, diz, tudo começa com um bate-papo com o cliente para entendimento dos processos. “Depois, pedimos acesso ao banco de dados. Não queremos que eles nos forneçam os dados, porque pode haver uma filtragem e eliminação de informações que podem ser importantes”, explica.

Diante de terrabytes de dados, o profissional deve aplicar algoritmos, analisar e fazer descobertas. “A busca começa no escuro, já que o universo é baseado em algoritmos probabilísticos, então, não tem uma resposta correta para o problema”, observa.

Mas a natureza do Big Data ajuda a ser mais assertivo. “É diferente da estatística pura e por isso não generaliza. É possível entender o padrão de consumo de um usuário e não mais de um grupo”, explica. Ele aponta que a tecnologia é fundamental nesse processo, porque análise e modelo estatístico são somente a ponta do iceberg.

Ele cita a aplicação do conceito na área de saúde. Por exemplo, um médico recomenda uma cirurgia para um paciente em determinadas condições e ele pede autorização para o plano, a combinação tecnologia + análise + atuação do cientista de dados em tempo real pode alertar o médico se ele realmente quer partir para o procedimento, levando em conta que naquelas condições, 70% de seus colegas sugerem outros exames. “A TI tem enorme potencial do ponto de vista humano”, conclui.

Fonte: IDG NOW!

Você sabe o que um profissional de ADS faz?

Por Anderson Milochi

O mercado de trabalho de TI, em consistente expansão, tem buscado profissionais qualificados e bem preparados para o desenvolvimento de sistemas. Segundo informações da IDC Brasil, veiculadas na imprensa em 2011, a área de tecnologia tem crescido, em média, 10% ao ano e a previsão é que atinja os 12% em 2015. Isso considerando uma expectativa do governo de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em torno de 4% neste ano.

Nesse cenário, o profissional de Análise e Desenvolvimento de Sistemas tem ocupado um papel importante e, em vista dos grandes eventos que o Brasil realizará em 2014 e 2016, pode-se elevar a expectativa pela demanda por tais profissionais.

O analista tem espaço em qualquer segmento de mercado. Sua atuação abrange múltiplos modelos de negócio, incluindo aqueles que demandam tanto a computação tradicional quanto a computação embarcada que está oculta em diversos dispositivos, presentes em veículos terrestres, aeronaves, máquinas e sensores; elementos que já começam a fazer parte da emergente Internet of Things.

Ele planeja e pode desenvolver aplicações para tomada de decisão, automação e controle de processos, além de sistemas embarcados e especialistas. E não apenas as empresas de TI precisam dos seus serviços, mas todas aquelas que contam com soluções computacionais para suportar suas atividades. Um pequeno comércio, uma grande indústria, um clube de futebol ou um banco são alguns exemplos de geradores de demanda para analistas.

Sua função é importante no desenvolvimento de soluções de integração, principalmente no cenário atual em que empresas têm buscado novos negócios, mediante aquisições ou parcerias. Em muitos casos são negócios globalizados, envolvendo aspectos legais e culturas diversificadas, exigindo do profissional a capacidade de dominar outros idiomas, superar limites e entender como adaptar os sistemas para atender a tal diversificação. São múltiplas plataformas, diferentes sistemas operacionais e variadas linguagens de programação, sendo frequente o uso de infraestrutura geograficamente dispersa ou contratada de terceiros.

Esse profissional moderno precisa conhecer bem a tecnologia e acompanhar sua inovação, ter boa noção de projetos e trabalhar usando metodologias que proporcionem padrões adequados de qualidade. Isso significa ser capaz de conceber uma solução aderente aos requisitos e identificar as oportunidades para o seu uso, mediante a familiaridade com diversos modelos de negócios e suas peculiaridades.

O analista e desenvolvedor de sistemas não é apenas um programador. Suas funções passam por conceber, desenvolver e manter sistemas a partir da coleta e interpretação de informações. Entre essas várias funções as empresas esperam que ele também possa identificar e corrigir falhas funcionais ou de desempenho, alinhando as aplicações com os requisitos de negócio, visando sistemas que sustentem seu planejamento estratégico.

A sua importância aumenta muito quando suas posturas, capacidade de comunicação, incluindo outras línguas, e metodologia de trabalho, produzem soluções computacionais completas, seguras, inovadoras e duradouras. Dentro das empresas, é um agente fundamental na transformação do problema de negócio em solução computacional.

Outra atribuição desse profissional, com grande evidência atualmente, é estar atento aos princípios de ética e responsabilidade de cada corporação, vinculados ao sistema legal ao qual está sujeita. Cada aplicação deve ser concebida e implementada levando em consideração tais princípios, de maneira incondicional. Destaca-se que o analista de hoje tem participação efetiva na manutenção dos processos de governança corporativa.

Em qualquer área de uma organização, a Tecnologia da Informação pode não resolver todos os problemas, mas é instrumento indispensável, uma poderosa ferramenta para facilitar sua solução. Dessa forma, um analista que tenha conhecimentos complementares nas áreas de gestão de projetos e metodologias de trabalho, dominando e usando eficientemente esse instrumento, torna-se um agente essencial para o sucesso dos projetos nas empresas.

O grande desafio do analista moderno não se limita apenas em implementar e manter as melhores soluções tecnológicas, mas sim em participar como elemento ativo do processo de mudança motivado pelo planejamento estratégico de uma empresa.

Fonte: Techlider

Política de retenção dos talentos de TI precisa melhorar, diz estudo

O mercado de Tecnologia da Informação (TI) brasileiro cresce de 12 a 13% a cada ano, porém existe um acentuado déficit de mão de obra qualificada. Para superar este desafio, empresários do setor precisam investir em políticas claras e objetivas de cargos e salários para reterem talentos em suas companhias. É o que mostra a pesquisa realizada Datafolha a pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação (Sindpd).

Profissionais da capital e do interior do estado de São Paulo foram entrevistados no estudo feito entre os dias 22 e 28 de março. Destes, 43% desaprovam as políticas de cargos e salários praticadas pelas empresas. É o motivo de maior descontentamento dos trabalhadores.

O que surpreende é que em relação às condições de trabalho, aos benefícios e a remuneração a insatisfação não passa de 21%. Outro fator que releva a falta de reconhecimento profissional é que 39% dos profissionais não se sentem valorizados.

Modelo de contratação

A pesquisa também aponta que os funcionários contratados corretamente, no regime da CLT, estão mais felizes com as empresas. Sessenta e cinco por cento deles classificam suas companhias como ótimas ou boas e 60% aprovam os benefícios que recebem. Já entre os funcionários em regime Pessoa Jurídica, o índice de satisfação com as condições de trabalho cai para 48%, enquanto 29% aprovam o plano de saúde oferecido e apenas 18% consideram a oferta de benefícios como boa ou ótima.

No modelo CLT Flex, em que parte da remuneração é recebida em dinheiro e parte em forma de benefícios, 56% dos profissionais de TI pesquisados avaliam as condições de trabalho como boas ou ótimas, 49% aprovam o plano de saúde e 31% aprovam os benefícios oferecidos.

A participação nos Lucros e Resultados (PLR) também é outra forma para reter talentos. No levantamento, 76% dos entrevistados avaliaram este benefício como a mais importante conquista da categoria nos últimos anos, na frente até mesmo do aumento salarial, que aparece em segundo com 70% de preferência.

A negociação da PLR está estabelecida na convenção coletiva do Sindpd para empresas com mais de 50 empregados.

Demanda por profissionais

O mercado de TI no Brasil está aquecido. O setor deve crescer 8,8% este ano segundo a consultoria IDC. Os ganhos podem chegar a R$1 bilhão com o plano Brasil Maior, que reduziu de 2,5% para 2% os gastos com a folha de pagamento.

Desde 2006, o índice de emprego de TI no estado de São Paulo cresce 7,8% ao ano. O estado emprega 45% dos trabalhadores de TI do País, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Seprosp (Sindicato das Empresas de Processamentos de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo). Isso significa que das 409,3 mil vagas preenchidas no Brasil, 184,4 mil estão aqui.

A meta das empresas do setor, de acordo com a Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), é de até 2020 responder por 6,5% do PIB. Para isso, o País precisa incorporar cerca de 750 mil novos profissionais.

Fonte: Computerworld – blog Profissão: TI

Setor de TI tem déficit de 115 mil trabalhadores

Tecnologia é o tema da Sala de Emprego desta segunda-feira (21). Segundo o IBGE, o setor de serviço da informação cresceu quase 5% no ano passado, ficando à frente de setores importantes da economia como o da construção civil, indústria e comércio.

A área da informação em geral, abrange as atividades de telecomunicações, Internet, audiovisual, edição e TI. Só no setor de tecnologia da informação, atualmente são 1,2 milhões de trabalhadores empregados e estão sobrando 115 mil vagas.

Até 2020 devem surgir 750 mil empregos, segundo a associação que representa as empresas de tecnologia da informação e comunicação. O Brasil tem tudo para se tornar um dos quatros maiores centros de TI do mundo até 2022.

Segundo o Senai, nos próximos dois anos e meio, o setor de TI vai precisar de montadores de equipamentos eletroeletrônicos (50,3 mil); analistas de sistemas ocupacionais (45,6 mil); técnicos de computadores e de desenvolvimento de sistemas (30,9 mil); operadores de rede de teleprocessamento (1,7 mil) e engenheiros em computação (1 mil).

Para Sérgio Sgobbi, da Associação Brasileira de Empresas de TI, o número de vagas disponíveis é grande por dois fatores. “É insuficiente a quantidade de formandos nas universidades. O Brasil forma em torno de 85 mil profissionaispor ano, em TI. E o mercado de TI cresce muito. No ano passado cresceu 11%”, explica.

Recife já é conhecido por abrigar um importante porto digital com 200 empresas, que tem atraído muitos profissionais e criado boas chances de emprego. No interior de São Paulo, na cidade de Jundiaí, um parque tecnológico digital já produz componentes eletrônicos e computadores para várias cidades do país, e já é referência na produção de tablets.

Fonte: G1 – O Portal de Notícias da Globo

Comunicação é tudo

Por mais incrível que possa parecer, a comunicação de forma concreta e certeira é uma das coisas mais difíceis do mundo.

Quantas e quantas vezes tentamos dizer uma coisa, achamos que dissemos e, no fim, percebemos que o conteúdo comunicado não foi exatamente aquilo que tínhamos imaginado? E no fim, esse desentendimento ou equívoco pode resultar em vários problemas. Mais importante do que tentar entender o que o outro está falando é tentar detalhar o máximo possível do que queremos expressar.

Existem vários itens que podem tanto atrapalhar a sua expressão quanto o seu entendimento. Algumas delas são: mágoas, ofensas, frustrações, sofrimentos e inveja. Pode ser difícil admitir, mas em nosso cotidiano, a inveja está presente não só nos outros, mas em nós mesmos.

Um dos maiores pontos a ser discutidos dentro de uma comunicação é a definição sobre o que é entendimento. Alguns acham que o entender está ligado a ser subordinado, o que é uma grande falsa verdade. Normalmente este tipo de conceituação é ligado aos gestores e coordenadores das áreas que acham que uma pessoa só entendeu o que lhe disseram se fizerem o que foi dito, ou seja, se um profissional não o fizer, não quer dizer que ele tenha opinião própria ou, por proatividade, deixou de fazê-lo, pois visualizou as problemáticas futuras, mas sim que não entenderam o que foi explicitado.

Outros acham que só houve entendimento quando há um consenso e um acordo sobre o que foi exposto, o que também é uma falsa verdade. Esse tipo de pensamento deixa o que chamamos de comunicação de lado e parte literalmente para a discussão, o que pode gerar verdadeiros bate-bocas de opiniões avessas, perdendo no fim, toda a eficiência que poderia ter. Esta visão normalmente vem de pessoas autoritárias. E por mais engraçado que seja, pessoas autoritárias só são assim porque, no fim, não sabem se fazer entender. Dessa forma, a pessoa acaba se irritando por achar que são os outros que não a compreendem e tornam-se pessoas inflexíveis, assim como o nível de autoritarismo se torna cada vez maior. Normalmente essas pessoas são cercadas de pessoas que têm medo e se mostram amigos (mas não o são de verdade), e no fim, sentem bastante solidão.

Tal impasse só acabará de duas formas. A primeira delas levará novamente ao erro, pois uma das partes acabará por calar-se e entraremos de novo na conceituação de subordinação. A outra, e mais correta, é que todos temos que ter ciência de que as pessoas têm opiniões próprias e conceituações diferentes, eliminando a necessidade da concordância para ter o entendimento. Tais opiniões não precisam ser necessariamente opostas, mas podem, na maior parte dos casos, ser complementares.

Além desses, existem muitas outras formas de definir erroneamente o que é o entendimento, mas todas elas levarão a um problema de diálogo.

Racionalizar diante de uma comunicação pode ser bom até certo ponto. Porém, chega-se ao extremo de querer resolver tudo pela matemática, o que gerará um problema quando se fala de comunicação, pois esta é intrinsecamente ligada às pessoas, e não à lógica.

Outros confundem o interpretar e o ser eficiente. Principalmente no meio corporativo, quando uma comunicação passa pela pauta diante de um problema conhecido, deve-se levar em conta que todos ali envolvidos têm uma opinião particular sobre aquele assunto e que eles devem ser ouvidos. Não basta simplesmente colocar a questão para ser interpretada. A eficiência é alcançada de fato quando várias cabeças propõem soluções que, muitas vezes, poderão ser muito parecidas com a visão da maioria, criando assim consenso e produtividade.

Algo a ser lembrado principalmente pelos coordenadores e também pelos gestores é o que chamamos de fundamentação. Apenas ouvir o que tem que ser feito sem saber o porquê de ser feito é ruim, pois acabamos caindo novamente no autoritarismo. A fundamentação, além de explicitar da forma mais clara possível a comunicação, também leva à automatização na construção de futuros líderes, além de agregar valor sentimental das pessoas ao ambiente em que trabalham, pois se sentirão acolhidas e ouvidas.  Quem não fundamenta, não se compromete.

Fundamentar algo demonstra que a pessoa está comprometida com aquele foco, além de estar preparado para enfrentar o assunto. Grande parte das pessoas quer expor suas ideias, porém, não conseguem, por um lado, fundamentar, e por outro, admitir que não estão preparados para participar daquela comunicação, por um sentimento simples: para a grande maioria, não participar pode significar ser inferior.

Em resumo, quem quer ter uma boa comunicação e se fazer entender, livrando-se de possíveis problemas, deve antes de tudo saber ouvir (tendo consciência das opiniões individualizadas) e, na hora de falar, saber fundamentar.

Comunicação é tudo.

Recrutamento com pretensão salarial

Antigamente, a vaga era anunciada com o valor certeiro da remuneração ou, pelo menos, uma média. Porém, hoje em dia há uma discussão acirrada sobre como devem acontecer os recrutamentos.

O que está acontecendo hoje é que há uma enxurrada de recrutadores que não publicam o valor a ser pago como salário ao candidato que será contratado. Dizem que trabalham com a “pretensão salarial” de quem está interessado na vaga.

Há um leilão inverso nesse tipo de metodologia, ou seja, o candidato que mais se adequar à vaga e pedir menos é contratado. Mas será que isso é bom para quem está contratando ou para quem está sendo contratado?

O lado do contratante

Pensa que pagará menor salário e, por consequência, menos impostos, com a qualidade de trabalho que estava buscando. Será?

O lado do contratado

Normalmente as pessoas que se submetem a remunerações menores do que a média de mercado são aqueles que, por algum motivo (seja ele econômico ou familiar) estão necessitando muito de dinheiro para poder pagar suas contas.

Resumo da história

De um lado, o contratante estará feliz por ter conseguido o tão esperado profissional pagando menos por ele. Mas mal sabe ele que terá problemas em muito pouco tempo.
Este tipo de atitude acaba por tentar proporcionar a prostituição das classes dos trabalhadores que, para não ficarem desempregados, submetem-se a remunerações muito baixas.

Na maior parte dos casos, a empresa terá um profissional temporário que, depois de se estabelecer financeiramente, começará a se sentir insatisfeito com o valor que está sendo pago. Afinal de contas, o mercado paga certa média, enquanto o profissional se encontra recebendo bem menos que isso. Não adianta, de forma nenhuma, especular que foi o próprio profissional que se submeteu a este valor e que ele tem que ter consciência de suas atitudes. O ser humano busca sempre o crescimento e a satisfação pessoal. Nesse momento, este mesmo profissional tentará duas alternativas. A primeira será conversar com o empregador e pedirá a equiparação da média. Se houver acordo, muito bem, o profissional se sentirá valorizado e passará a trabalhar de forma confortável. Mas se não houver o acordo, como na maior parte das vezes não há, passará a buscar, agora empregado e sem as preocupações anteriores, novas oportunidades de trabalho e irá, sem dúvida alguma, para a empresa que o reconhece como um profissional qualificado. E o ciclo dos profissionais recrutadores se iniciará de novo, demandando tempo e dinheiro da empresa, além do acúmulo de trabalho.

Não estamos falando somente de remuneração. Estamos falando também de valorização e reconhecimento do profissional. Estamos falando de seres humanos. A consciência tem que vir de ambos os lados, sendo o empregador consciente de que, se trabalhar com as pretensões baixas, terá problemas num futuro breve e que terá que lidar com isso. E do outro lado, o profissional deve ter a consciência de pedir o que o mercado oferece a quem lhe está oferecendo a vaga. Se não houver esforço para esta compreensão de ambos os lados, o ciclo não será quebrado, e nem empresa, nem profissional, serão felizes e satisfeitos no fim das contas.

Projetos pessoais: o que isso tem a ver com minha carreira?

Tem muito a ver. Normalmente nossos planos e projetos pessoais nascem no meio de possibilidades, esperanças, motivações e perseveranças e, se tivermos uma visão um pouco mais ampla, perceberemos que as raízes para a maior parte dos nossos planos são catequizados pelas perspectivas na carreira.

Comprar um carro, uma casa ou uma bicicleta, na visão da maior parte das pessoas, depende unicamente, por exemplo, do valor da remuneração mensal e das perspectivas de continuidade do emprego.

É justamente por esse motivo que muitas vezes temos grandes frustrações e acabamos perdendo a crença em nós mesmos.

Seria realmente fantástico se pudéssemos ter a certeza da realização de nossos planos, porém a realidade é que grande parte deles acabam se tornando um pesadelo.

Existe uma coisa no mundo sobre a qual não podemos ter controle: a passagem do tempo. Desde que nascemos, por mais que tentemos estancá-lo e retrocedê-lo, ele continua invariavelmente progredindo e passando.

A diferença está em como aproveitamos e dirigimos nossas vidas ao longo do tempo.

Existem alguns passos que podem ser seguidos para amenizar a ansiedade e, por consequência, a frustração diante das situações com as quais sonhamos.

Administre seu tempo e planeje

Não basta apenas saber o que quer e sair por aí simplesmente fazendo o que acha correto. Coloque metas no percurso e se dê o direito de alcançá-las uma de cada vez. Isso fará com que você não percorra o caminho de forma tortuosa. Um cuidado importante é colocar metas que não dependam de outras pessoas. Isso não quer dizer que outras pessoas não possam fazer parte dos seus planos, mas atingi-los deverá depender somente de você.

Planejar onde se quer chegar através das metas é quase como brincar de ligar os pontos para desenhar uma figura. Lembre-se: mais importante do que saber o que você quer é definir o “como fazer”.

Analise profundamente se você está estabelecendo metas que são possíveis e viáveis e estão de acordo com a sua realidade de hoje.

Liberte

Outra coisa que atrapalha e muito o caminho é o medo. As pessoas só sentem medo quando estão inseguras em relação a uma decisão a ser tomada, e essa insegurança, em quase 100% das vezes, está intimamente ligada à falta de planejamento. Esse mesmo medo faz com que procrastinem cada vez mais seus sonhos, deixando a sensação de incapacidade cada vez maior.

Discipline

Fundamental para que as duas etapas anteriores tenham bons resultados. As metas traçadas, que foram definidas desde o início, devem ser alcançadas no tempo, ou muito próximo dele. O alcance das metas trará uma sensação de conquista e lhe dará forças para prosseguir e alcançar as próximas.

Dentro desta disciplina também deve estar o foco. Não fique pensando nas metas que virão depois que alcançar a primeira, pois isso causa ansiedade e provavelmente atrapalhará o decorrer do caminho. Seja específico para que somente a próxima meta esteja na sua cabeça.

Todos esses passos farão de você uma pessoa mais segura não só na vida pessoal, mas também na vida profissional. Você terá mais tempo com seus amigos e famílias, alcançará maior número de sonhos e será mais feliz.

Se não levarmos em conta os passos acima, a probabilidade de insatisfação com o trabalho também será muito maior. Normalmente as atitudes que temos conosco são reveladas e repetidas na maior parte dos ambientes sociais em que vivemos.

Com esse tipo de planejamento, você poderá inclusive, realizar uma virada na carreira, sem torná-la abrupta, reduzindo as possibilidades de frustração e erro, pois deixará de tomar decisões apenas por impulso. Esse tipo de planejamento é quase um treinamento para ser proativo e também o guiará no caminho do autoconhecimento.

Tendo autoconhecimento também, você terá consciência de seus limites e poderá estabelecer metas para que torne tais limites transponíveis.

Então, aqui, criamos um ciclo que o tornará uma pessoa melhor e, por consequência, um profissional mais competente, simplesmente porque conseguirá ter foco, planejamento, estabelecer metas, ser proativo e também ser qualificado não só para a empresa em que trabalha, mas para você mesmo.